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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

MEC desiste de aumentar número de dias letivos

Jornada diária de aula deve ser ampliada

A secretária de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), Maria do Pilar Lacerda, disse hoje, 20, nas páginas pessoais dela no Twitter e no Facebook, que o governo desistiu da ideia de ampliar os dias letivos das escolas de educação básica. A proposta havia sido anunciada pelo ministro Fernando Haddad em setembro, como forma de ampliar o tempo de permanência dos alunos na escola.

O MEC não confirma oficialmente a decisão, mas, segundo Pilar, o ministro reuniu-se com entidades que representam professores, estudantes, gestores e universidades e o consenso é que os atuais 200 dias letivos sejam mantidos. A ampliação deverá se dar pela ampliação da jornada diária. “O Legislativo receberá a proposta consensuada nessa reunião e assumida pelo MEC”, disse Pilar, sem definir qual seria o mínimo de horas-aula.

Atualmente, o ano letivo tem 200 dias, com carga horária de 800 horas. O aumento de quatro para cinco horas diárias, por exemplo, ampliaria a carga horária para mil horas. Em alguns países da Europa, Ásia e até mesmo da América Latina, a jornada chega a 1,2 mil horas anuais, como no México, ou 1,1 mil horas, como na Argentina.

Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Estado abrirá 10 mil vagas para professores em novembro

Oferta promete diminuir número de contratos emergenciais, que chega a 17 mil

Seis anos depois do último concurso público do magistério estadual, a Secretaria de Educação do Rio Grande do Sul promete lançar, em novembro, outro edital para contratação de profissionais. A oferta inicial é de 10 mil vagas, sendo que todas as áreas de estudo devem ser contempladas, inclusive o ensino técnico. O número é quase o dobro de 2005, quando o governo estadual ofereceu 5.896 oportunidades.

O processo seletivo ainda está em construção, segundo a diretora do departamento de Recursos Humanos da Secretaria Estadual de Educação, Margarete Simon Ferreti. Segundo ela, a ideia é que as nomeações sejam iniciadas no começo do ano letivo de 2012, diminuindo as 17 mil contratações temporárias existentes no Estado e dando lugar aos novos efetivos.

Fonte: Jornal NH Online

terça-feira, 13 de setembro de 2011

MEC estuda aumentar carga horária nas escolas

Ministro afirmou que as possibilidades são ampliar os dias letivos ou aumentar o número de horas por dia

O Ministério da Educação (MEC) divulgou na manhã desta terça-feira, 13, que está em estudo a ampliação das horas de permanência dos alunos na escola.

De acordo com o ministro Fernando Haddad, existem duas possibilidades: aumentar de 200 para 220 os dias letivos anuais ou aumentar o número de horas por dia no colégio. Atualmente, os estudantes contabilizam um total de 800 horas ao ano. "As duas propostas não são excludentes", afirmou o ministro.

Na abertura do Congresso Internacional de Educação, em Brasília, Haddad afirmou que, comparado com outros países, os estudantes do Brasil ficam pouco tempo no ambiente escolar.

Fonte: Estadão

terça-feira, 31 de maio de 2011

Gramático Ataliba Castilho examina polêmica sobre livro didático


Ederson Granetto, da TV Unesp, entrevista o professor Ataliba Castilho sobre o polêmico livro didático para jovens e adultos distribuído pelo MEC a 4.236 escolas do país, quase meio milhão de alunos. Por uma Vida Melhor, da Editora Global, considera válido o uso, na linguagem oral, de expressões gramaticalmente erradas, mas alerta para a possibilidade do falante sofrer preconceito linguístico. Ataliba Castilho é pesquisador e professor aposentado da USP e da Unicamp.

sábado, 28 de maio de 2011

Para que serve um livro didático de Língua Portuguesa?

Por Enilde Faulstich

Resultado de contatos com outras línguas, o Português surgiu como língua na extensão geográfica de Portucale, na Península Ibérica, e formou um patrimônio autônomo de Portugal, de tal sorte que se desgarrou de outras línguas muitas próximas com as quais convivia. Esse intróito serve pra dizer que a língua portuguesa, para chegar à língua de hoje, passou por inúmeras variações no tempo e no espaço e criou variedades, entendidas como normas de uso.

Esses modos normais de falar convergiam para um modelo, que se fazia necessário, como um padrão de língua. Esse padrão enfeixava as diversas variedades e, por conseguinte, as diversas normas, que, do ponto de vista da língua, se fosse ‘adulterado’, ou a variedade voltava a ser entendida como tal, ou era entendida como erro de uso, segundo a consistência da época. O padrão – estrutura abstrata a ser seguida, que nada mais era do que uma norma -, passou a ter papel político forte na criação do estado nacional.

Como era preciso navegar, era preciso também que os fatos, vistos no novo mundo, fossem registrados, escritos; para escrever, era preciso haver minimamente uma unidade. Era o social falando mais alto que o linguístico. E, como se percebe, a língua em si nada tinha a ver com isso.

A unidade se valia do padrão para criar uma forma de escrever, sem que fosse ipsis verbis cópia da fala, pois em nenhum estágio da língua isso se dá. Já desde épocas primitivas é possível constatar que, no decorrer do tempo, a variação era muito acentuada, primordialmente a gráfica, enquanto a estrutura da língua, cada vez mais fiel a uma forma de escrever, servia de modelo para os aprendizes. Dessa cópia de modelos, deriva outra interpretação para os fatos gramaticais registrados nos documentos, que passaram a ser entendidos como uma norma culta da língua. O recado era: culto é aquele que faz igual ao que sabe mais. E as gramáticas modernas e contemporâneas passaram a representar, sob cada regra, um exemplo da ‘boa escrita’, segundo os escritores consagrados. Equívocos à parte, gramáticas e dicionários não são livros didáticos, são obras de consulta, por meio das quais os usuários da língua tomam decisões.

Esses manuais de consulta têm público certo e conteúdo definido, em vista de que oferecem material para discussão em torno de um objeto da linguagem, que ali está cristalizado, mas que é vivo e com cor local, como é a Língua. Por sua vez, o livro didático é uma obra própria para o ensino porque segue os programas escolares. Se o livro didático tem por meta o ensino de um programa escolar, o conteúdo deve estar de acordo com a política escolar estabelecida. Porém, o corpo social reclama quando o desacordo entre conteúdo de língua padrão e política educacional se faz presente. Assim acontece neste momento em que um livro didático leva para a sala de aula o que deve constar de um manual cujas noções servem para a discussão e para a tomada de decisões. O livro didático, como a gramática e o dicionário, cristaliza o conhecimento e passa a ter caráter de verdade plena.

Nesse caso, nem todos os professores – ainda que sejam professores de português – atingem o fundo da questão para discutir, convencer e ser convencido do que é certo ou errado na Língua ou sobre a Língua e, por isso, o que era pra ser aprendido passa a ser igual ao que todos já sabem e a escola perde sua função. O ponto de partida para o acerto e para o erro tem de estar em algum lugar, e esse lugar abstrato é o padrão da língua, que é socialmente aceito. No caso de divergências, a língua portuguesa nada tem a ver com isso, reitero. Quem tem a ver são os que, num espaço social delimitado, têm o português como modo de expressão e, para isso, frequentaram a escola durante anos e adquiriram maior ou menor escolarização. Nesses termos, qualquer preconceito com relação a falar bem, ou falar mal não é linguístico, mas social, logo o argumento de ‘preconceito linguístico’ deixa a desejar.

Se um livro didático, selecionado para o ensino, confunde variação com padrão gera polêmica, porque há uma grande diferença entre falar uma língua e ensinar a falar e a escrever essa língua. O livro didático de português não é um livro para o ensino da língua oral; o foco é principalmente o português por escrito, objetivo de quem está na escola, no caso, de professores que ensinam e de alunos que aprendem. Como é sabido, ascende socialmente quem sabe escrever – eis o que solicitam os concursos públicos, tão usados como parâmetros de conhecimento no Brasil. Assim sendo, expor num livro didático usos de falta de concordância como ‘adequados’ é inserir num lugar errado o que o social não quer nem ouvir, nem ver por escrito, pois a própria escola, com papel social, político, educacional e pedagógico, reprova o erro.

Mediante essa constatação, a discussão em torno do livro adotado pelo Ministério da Educação para o EJA deixa à vista que um conteúdo inadequado foi registrado num lugar errado, no livro didático. Ali não é o lugar para dizer que está correto o que provoca estigma – a falta de concordância de número – que é uma das formas mais marcadas como erro diante da norma padrão da Língua Portuguesa.

Fonte: Revista.com

Professores debatem polêmica sobre livro didático


O livro didático Por Uma Vida Melhor, distribuído pelo MEC, ganhou as páginas da imprensa por dizer que falas populares como “os livro ilustrado mais interessante estão emprestado” ou “nós pega o peixe” não estão erradas e devem ser vistas como variações da Língua Portuguesa.

Fonte: Revista.com

Discussão sobre livro didático só revela ignorância da grande imprensa

Por Marcos Bagno

Para surpresa de ninguém, a coisa se repetiu. A grande imprensa brasileira mais uma vez exibiu sua ampla e larga ignorância a respeito do que se faz hoje no mundo acadêmico e no universo da educação no campo do ensino de língua. Jornalistas desinformados abrem um livro didático, lêem metade de meia página e saem falando coisas que depõem sempre muito mais contra eles mesmos do que eles mesmos pensam.

Polêmica? Por que polêmica, meus senhores e minhas senhoras? Já faz mais de quinze anos que os livros didáticos de língua portuguesa disponíveis no mercado e avaliados e aprovados pelo Ministério da Educação abordam o tema da variação linguística e do seu tratamento em sala de aula.

A variação linguística é parte constitutiva das línguas humanas. O que significa isso? Significa que nenhuma língua humana, por menor que seja o número de seus falantes, é uma entidade homogênea, compacta, invariável. Na verdade, um dos postulados básicos da sociolinguística (disciplina científica que mais se dedica ao estudo da variação) é “toda língua é um feixe de variedades”.

Nesse sentido, podemos até dizer que a palavra “língua” é um substantivo coletivo: sob esse rótulo se abrigam dezenas e dezenas de modos de falar essa língua que variam segundo diversos fatores — a classe social, o sexo do falante, a idade, o grau de instrução formal, a profissão, a etnia, as redes sociais em que ele circula etc. A norma codificada nas gramáticas é apenas um modelo idealizado de língua, inspirado nos usos de um punhado de escritores do passado. Assim, ela deixa de fora 99% de todos os fenômenos gramaticais que de fato estão em ação na língua viva.

Somente com uma abordagem assim as alunas e os alunos provenientes das chamadas “classes populares” poderão se reconhecer no material didático e não se sentir alvo de zombaria e preconceito. E, é claro, com a chegada ao magistério de docentes provenientes cada vez mais dessas mesmas “classes populares”, esses mesmos profissionais entenderão que seu modo de falar, e o de seus aprendizes, não é feio, nem errado, nem tosco.

Enquanto não se reconhecer a especificidade do português brasileiro dentro do conjunto de línguas derivadas do português quinhentista transplantados para as colônias, enquanto não se reconhecer que o português brasileiro é uma língua em si, com gramática própria, diferente da do português europeu, teremos de conviver com essas situações no mínimo patéticas.

A principal característica dos discursos marcadamente ideologizados (sejam eles da direita ou da esquerda) é a impossibilidade de ver as coisas em perspectiva contínua, em redes complexas de elementos que se cruzam e entrecruzam, em ciclos constantes. Nesses discursos só existe o preto e o branco, o masculino e o feminino, o mocinho e o bandido, o certo e o errado e por aí vai.

Darwin nunca disse em nenhum lugar de seus escritos que “o homem vem do macaco”. Ele disse, sim, que humanos e demais primatas deviam ter se originado de um ancestral comum. Mas essa visão mais sofisticada não interessava ao fundamentalismo religioso que precisava de um lema distorcido como “o homem vem do macaco” para empreender sua campanha obscurantista, que permanece em voga até hoje.

Da mesma forma, nenhum linguista sério, brasileiro ou estrangeiro, jamais disse ou escreveu que os estudantes usuários de variedades linguísticas mais distantes das normas urbanas de prestígio deveriam permanecer ali, fechados em sua comunidade, em sua cultura e em sua língua. O que esses profissionais vêm tentando fazer as pessoas entenderem é que defender uma coisa não significa automaticamente combater a outra.

Defender o respeito à variedade linguística dos estudantes não significa que não cabe à escola introduzi-los ao mundo da cultura letrada e aos discursos que ela aciona. Cabe à escola ensinar aos alunos o que eles não sabem! Parece óbvio, mas é preciso repetir isso a todo momento.

Não é preciso ensinar nenhum brasileiro a dizer “isso é para mim tomar?”, porque essa regra gramatical já faz parte da língua materna de 99% dos nossos compatriotas. O que é preciso ensinar é a forma “isso é para eu tomar?”, porque ela não faz parte da gramática da maioria dos falantes de português brasileiro e pode ainda servir de arame farpado entre os que falam “certo” e os que falam “errado”. É dever da escola apresentar essa outra regra aos alunos, de modo que eles – se julgarem pertinente, adequado e necessário – possam vir a usá-la também.

O problema da ideologia purista é esse também. Seus defensores não conseguem admitir que tanto faz dizer assisti o filme quanto assiti ao filme, que a palavra óculos pode ser usada tanto no singular (o óculos, como dizem 101% dos brasileiros) quanto no plural (os óculos, como dizem dois ou três gatos pingados).

O mais divertido (para mim, pelo menos, talvez por um pouco de masoquismo) é ver os mesmos defensores da suposta “língua certa”, no exato momento em que a defendem, empregar regras linguísticas que a tradição normativa que eles acham que defendem rejeitaria imediatamente. Pois ontem, vendo o Jornal das Dez, da GloboNews, ouvi da boca do sr. Carlos Monforte essa deliciosa pergunta: “Como é que fica então as concordâncias?”. Ora, sr. Monforte, eu lhe devolvo a pergunta: “E as concordâncias, como é que ficam então?”

Fonte: Revista.com

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Conclusão do ensino médio pode ser feita pelo Enem

A oportunidade de conseguir o certificado de conclusão do ensino médio, por meio do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), é oferecida a quem não teve a oportunidade de concluir o curso na forma tradicional. Portanto, cidadãos com mais de 18 anos podem fazer o exame também para obter a certificação nessa etapa do ensino. Para isso, devem indicar, no momento da inscrição, que farão as provas especificamente para conseguir o certificado.

Para fazer o Enem com esse objetivo não é necessário ter frequentado escola regular ou a educação de jovens e adultos. Basta ter 18 anos completos, como determina a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional — Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. O candidato à certificação fará as mesmas provas dos estudantes que buscam vaga na educação superior pública.

Desde 2009, as médias do Enem podem ser usadas para obter o certificado de conclusão da escolarização básica. Desde então, foi extinta a aplicação do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) no Brasil para o nível médio.

A pontuação exigida para o candidato obter o documento será definida pelas instituições certificadoras — secretarias estaduais de educação, institutos federais de educação, ciência e tecnologia e centros federais de educação tecnológica (Cefets) — que firmaram acordo de cooperação técnica com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). Estão credenciadas mais de 350 instituições, com unidades em todas as 27 unidades da Federação.

A escolha da instituição certificadora, a critério do candidato, deve ser feita no momento da inscrição no Enem, pela internet. A indicação independe do local de residência. Para concluir a certificação, as instituições que firmaram o acordo de cooperação técnica devem publicar, no Diário Oficial da União, ou no do estado em que têm sede, a relação com os nomes e dados dos candidatos aprovados.

Em 2010, cerca de 110 mil pessoas com mais de 18 anos concluíram o ensino médio ao fazer o Enem.

Fonte: Assessoria de Imprensa do Inep

terça-feira, 17 de maio de 2011

Provas do ENEM 2011 estão marcadas para 22 e 23 de outubro

Cronograma foi confirmado pelo Ministério da Educação. O edital completo do exame está previsto para ser publicado na semana que vêm

O Ministério da Educação (MEC) confirmou nesta terça-feira (17) o cronograma das provas do ENEM 2011/2012 (Exame Nacional do Ensino Médio). Os exames serão aplicados em todo o País nos dias 22 e 23 de outubro. Uma segunda edição do programa poderá ser realizada nos dias 5 e 6 de maio de 2012. A decisão ainda não foi confirmada.

O edital do ENEM 2011/2012 está previsto para ser publicado no Diário Oficial da União na próxima semana. A avaliação é composta por quatro provas objetivas de múltipla escolha nas áreas de Linguagens e Códigos, Ciências da Natureza, Matemática e Ciências Humanas.

A nova avaliação dos alunos do Ensino Médio começou a ser realizada em 2009, quando o MEC propôs a substituição dos vestibulares tradicionais pelo ENEM. Com a nota do exame, os estudantes podem se inscrever no Sistema de Seleção Unificada (SISU) e concorrer às vagas de diversas instituições públicas de Ensino Superior de todo o país.

A participação no ENEM é obrigatória para os estudantes interessados em uma bolsa no Programa Universidade para Todos (ProUni). O auxílio é destinado a candidatos que tenham cursado o Ensino Médio em escolas públicas ou em colégios particulares com bolsa integral. O valor da bolsa pode ser integral ou parcial, dependendo da renda familiar.

A obrigatoriedade da participação no ENEM também é válida para os candidatos ao Financiamento Estudantil (FIES). Edição 2010 Mais de 4 milhões de candidatos se inscreveram na edição 2010 do ENEM. O exame mediou o processo seletivo de 83 instituições, sendo 39 universidades federais. Ao todo, foram oferecidas 83 mil vagas. O programa, no entanto, ficou marcado pelo erro nas impressões das provas.

Fonte: Universia Brasil

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Enem vai substituir Enade de alunos ingressantes

A medida vale para alunos que realizaram o Enem em 2009 e 2010

A partir deste ano, os alunos que tiverem participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2009 ou 2010 não serão obrigados a fazer a prova do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), que é aplicado a alunos ingressantes e concluintes de cursos superiores de instituições públicas e particulares. Na edição deste ano, cujas provas estão marcadas para 6 de novembro, serão avaliadas 26 graduações e cursos tecnológicos. A substituição vai valer apenas para os alunos que estão entrando no curso superior.

A substituição do Enade de ingressantes pelo Enem é uma demanda antiga das instituições de ensino. A participação no Enade é obrigatória – quem não comparece fica impedido de colar grau ao final do curso – mas o desempenho do aluno na prova não interfere no seu currículo. Sem esse compromisso, as instituições defendiam que a nota do curso ficava comprometida.

O Enade é aplicado a ingressantes e concluintes de cursos superiores para avaliar a qualidade do ensino oferecido pelas instituições a partir do “valor agregado” pelo estudante ao longo da formação. A nota obtida pelos alunos é utilizada no cálculo de vários indicadores de qualidade que são utilizados para regular a oferta de ensino no país. O Ministério da Educação (MEC) calcula que 1,2 milhão de alunos estão aptos a participar do exame em 2011.

A inscrição dos alunos é de responsabilidade da instituição e deve ser feita de 18 de julho a 19 de agosto pela internet. São considerados alunos ingressantes aqueles que tenham iniciado o curso em 2011. Já os concluintes são aqueles que tenham expectativa de formatura em 2011 ou que tiverem cursado mais de 80% da carga horária mínima do currículo.

Apesar de dispensados da prova, os ingressantes que tiverem participado do Enem devem ser inscritos no Enade normalmente, para efeito de cadastro. De acordo com o MEC, a dispensa tem como objetivo reduzir custos e dar eficácia à aplicação da prova. A economia será de aproximadamente R$ 30 milhões. Outro motivo para fazer essa substituição é que o Enade de ingressante, por ser aplicado no fim do primeiro ano letivo, não aferia as habilidades e conhecimentos adquiridos pelo aluno desde sua entrada até o segundo semestre do curso.

No Enade, os alunos que não comparecem no dia da prova ficam em situação irregular no MEC e precisam esperar uma nova edição do exame para obter o diploma. Outra novidade, a partir deste ano, é que o estudante nessa situação não precisará fazer a prova, basta que a instituição de ensino faça sua inscrição e o caso fica regularizado.

Em 2011, serão avaliados os cursos superiores em arquitetura e urbanismo, engenharia, biologia, ciências sociais, computação, filosofia, física, geografia, história, letras, matemática, química, pedagogia, educação física, artes visuais e música. Também participam do Enade os alunos de cursos técnicos em alimentos, construção de edifícios, automação industrial, gestão da produção industrial, manutenção industrial, processos químicos, fabricação mecânica, análise e desenvolvimento de sistemas, redes de computadores e saneamento ambiental. A portaria com as regras do Enade 2011 foram publicadas hoje, 18, no Diário Oficial da União.

Fonte: O Globo

Prova do Enade 2011 será no dia 6 de novembro

A prova do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes 2011 (Enade) será aplicada no dia 6 de novembro, às 13 horas segundo uma Portaria do Ministério da Educação, publicada na edição desta segunda-feira (18) do 'Diário Oficial da União'. As inscrições começarão no dia 18 de julho e vão até o dia 19 de agosto no site http://enade.inep.gov.br

Serão avaliados estudantes dos cursos de arquitetura e urbanismo, engenharia, biologia, ciências sociais, computação, filosofia, física, geografia, história, letras, matemática, química, pedagogia, educação física, artes visuais e música. Alunos de cursos de tecnólogo em alimentos, construção de edifícios, automação industrial, gestão da produção industrial, manutenção industrial, processos químicos, fabricação mecânica, análise e desenvolvimento de sistemas, redes de computadores e saneamento ambiental também deverão fazer as provas.

Estão dispensados do exame os estudantes dos cursos listados que colarem grau até o dia 31 de agosto deste ano ou que estiverem matriculados e cursando atividades curriculares fora do Brasil na data do exame. Quem estuda outro curso que não está relacionado na portaria do ministério não precisará fazer o Enade. 

Fonte: O Globo

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Tramitação do Projeto de Lei das Comunitárias

Comunicamos que o Projeto de Lei 7639/2010 - o Projeto de Lei das Instituições Comunitárias de Educação Superior - está em tramitação na Câmara dos Deputados, nas comissões permanentes ligadas ao assunto. É necessário o parecer de quatro comissões, além de acordo político entre os parlamentares, para que a matéria possa ir à votação em Plenário.

A Associação Brasileira das Universidades Comunitárias - ABRUC está acompanhando a matéria, com contatos regulares junto aos deputados e às comissões, no sentido de criar condições para sua votação em 2011. No Senado, já houve debates iniciais sobre o teor do PL. A receptividade é amplamente favorável nas bancadas dos diversos partidos.

Solicitamos aos que ainda não inseriram seu nome na lista de apoio ao Projeto de Lei que o façam através do site www.comunitarias.org.br, bem como divulguem essa iniciativa junto aos alunos, colegas, amigos e familiares.

Informamos que é possível acompanhar a tramitação da matéria on line pelo site http://www.camara.gov.br/internet/sileg/Prop_Detalhe.asp?id=483544
 

terça-feira, 31 de agosto de 2010

João Ubaldo chega para ser homenageado

Gazeta do Sul, 31 de agosto de 2010
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sexta-feira, 9 de julho de 2010

MEC prorroga inscrições do Enem por uma semana

Se você deseja disputar uma das bolsas do Programa Universidade para Todos (ProUni) ou solicitar Financiamento Estudantil (Fies), essa é a hora de você realizar o Enem. Lembramos que a partir de 2011, só estudantes que tiverem participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) poderão pedir o Fies.

O Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) prorrogaram o prazo de inscrições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que seria encerrado hoje, 9, para o próximo dia 16.

A decisão foi tomada depois de um pedido dos governadores de Pernambuco, Eduardo Campos, e de Alagoas, Teotônio Villela, que estão preocupados com o impacto das chuvas e das enchentes. O pedido foi feito ao secretário executivo do MEC, Henrique Paim, que percorre a região devastada, à frente de um grupo que estuda a reconstrução das escolas destruídas.

Quem ainda não fez a inscrição tem agora mais sete dias para fazê-la, apenas pela internet, no portal www.enem.inep.gov.br. O valor da inscrição é de R$ 35. Estão isentos os estudantes da última série do ensino médio de escolas públicas e aqueles que concluíram o ensino médio em anos anteriores que declarem carência e comprovem a impossibilidade de pagamento.

As provas serão realizadas nos dias 6 e 7 de novembro.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Comissão aprova obrigatoriedade de nível superior para professores da educação básica


A Comissão de Educação do Senado aprovou nesta terça-feira, 6, projeto de lei que obriga a formação universitária para professores da educação básica. A proposta aprovada pela comissão estabelece um prazo de seis anos para que os docentes sem nível superior possam continuar a exercer seus trabalhos nas escolas da rede pública.

Como foi aprovado pela comissão um pedido de urgência na tramitação, a matéria será remetida direto para a análise em plenário. Se aprovado seguirá para a sanção presidencial. O projeto altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), que não previa a necessidade de curso superior para esse caso.

A relatora Fátima Cleide (PT-RO) incorporou ao seu substitutivo algumas sugestões feitas pelo Ministério da Educação. Assim, a proposta analisada pelo Senado prevê a exigência de avaliação qualificada de nota mínima no Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) para os candidatos aos cursos superiores de formação docente.

Também foi incorporado ao projeto a concessão de bolsas de iniciação à docência para universitários de cursos de licenciatura. A relatora explica que a iniciativa é um incentivo para a formação de profissionais do magistério que venham a atuar na educação básica da rede pública.

Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Morre aos 87 anos o escritor português José Saramago

Morreu nesta sexta-feira (18) em Lanzarote (Ilhas Canárias, na Espanha), o escritor português José Saramago, aos 87 anos. Em 1998, Saramago ganhou o único Prêmio Nobel da Literatura em Língua Portuguesa.

Saramago publicou no final de 2009 seu último romance Caim, obra com um olhar irônico sobre o Velho Testamento e, por isso, muito criticada pela Igreja. Ateu e comunista, o escritor nasceu em 16 de novembro de 1922, em Azinhaga, uma aldeia ao sul de Portugal. Filho de agricultores sem terra que imigraram para Lisboa, abandonou a escola aos 12 anos para receber formação de serralheiro, um ofício que exerceria durante dois anos. Autodidata, antes de se dedicar exclusivamente à literatura trabalhou ainda como mecânico, desenhista industrial e gerente de produção em uma editora.

Começou a atividade literária em 1947, com o romance Terra do Pecado. Voltou a publicar livro de poemas em 1966. Atuou como crítico literário em revistas e trabalhou no "Diário de Lisboa". Em 1975, tornou-se diretor-adjunto do jornal "Diário de Notícias". A partir de 1976 passou a viver de seus escritos, inicialmente como tradutor, depois como autor.

Em 1980, alcança notoriedade com o livro Levantado do Chão, considerado por críticos como seu primeiro grande romance. Memorial do Convento confirmaria esse sucesso dois anos depois.

Em 1991, publica O Evangelho Segundo Jesus Cristo, livro censurado pelo governo português - o que leva Saramago a exilar-se em Lanzarote, onde viveu até hoje.

Entre seus outros livros estão os romances O Ano da Morte de Ricardo Reis (1984), A Jangada de Pedra (1986), Todos os Nomes (1997), e O Homem Duplicado (2002); a peça teatral In Nomine Dei (1993) e os dois volumes de diários recolhidos nos Cadernos de Lanzarote (1994-7).

O livro Ensaio sobre a Cegueira (1995) foi transformado em filme pelo diretor brasileiro Fernando Meirelles em 2008.

A primeira biografia de Saramago, do escritor também português João Marques Lopes, foi lançada neste ano. A edição brasileira de "Saramago: uma Biografia" chegou às livrarias no mês passado, com uma tiragem de 20 mil exemplares pela editora LeYa.

Nobel: Saramago ganhou o Prêmio Nobel de Literatura em outubro de 1998, aos 75 anos. Em comunicado à época, Real Academia Sueca assim justificou a premiação: "A arte romanesca multifacetada e obstinadamente criada por Saramago, confere-lhe um alto estatuto. Em toda a sua independência, Saramago invoca a tradição que, de algum modo, no contexto atual, pode ser classificada de radical. A sua obra literária apresenta-se como uma série de projetos onde um, mais ou menos, desaprova o outro, mas onde todos representam novas tentativas de se aproximarem da realidade fugidia".

Ajuda ao Haiti: Saramago relançou em janeiro deste ano nova edição do livro A Jangada de Pedra, que tem toda a sua renda revertida para as vítimas do terremoto no Haiti. O relançamento da obra foi resultado da campanha "Uma balsa de pedra a caminho do Haiti", que doa integralmente os 15 euros que custará o livro (na União Europeia) ao fundo de emergência da Cruz Vermelha para ajudar o Haiti. Em nota, Saramago havia explicado que a iniciativa é da sua fundação e só foi possível graças à "pronta generosidade das entidades envolvidas na edição do livro".

Obras publicadas: Poesias - Os poemas possíveis (1966); Provavelmente alegria (1970); O ano de 1993 (1975). Crônicas - Deste mundo e do outro (1971); A bagagem do viajante (1973); As opiniões que o DL teve (1974); Os apontamentos (1976). Viagens - Viagem a Portugal (1981). Teatro - A noite (1979); Que farei com este livro? (1980); A segunda vida de Francisco de Assis (1987); In Nomine Dei (1993); Don Giovanni ou O dissoluto absolvido (2005). Contos - Objecto quase (1978); Poética dos cinco sentidos - O ouvido (1979); O conto da ilha desconhecida (1997). Romance - Terra do pecado (1947); Manual de pintura e caligrafia (1977); Levantado do chão (1980); Memorial do convento (1982); O ano da morte de Ricardo Reis (1984); A jangada de pedra (1986); História do cerco de Lisboa (1989); O Evangelho segundo Jesus Cristo (1991); Ensaio sobre a cegueira (1995); A bagagem do viajante (1996); Cadernos de Lanzarote (1997); Todos os nomes (1997); A caverna (2001); O homem duplicado (2002); Ensaio sobre a lucidez (2004); As intermitências da morte (2005); As pequenas memórias (2006); A Viagem do Elefante (2008); O Caderno (2009); Caim (2009).

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Inscrições para concorrer às bolsas têm início no dia 15


O período de inscrições de estudantes no Programa Universidade para Todos (ProUni) para o segundo semestre deste ano começa no próximo dia 15 e vai até o dia 19. O anúncio foi feito pela secretária de educação superior do Ministério da Educação, Maria Paula Dallari Bucci, nesta quarta-feira, 9.

“O número total de bolsas a serem ofertadas ainda não está fechado, mas a estimativa é de que sejam cerca de 60 mil obrigatórias”, disse a secretária. Esse número se refere às bolsas que as instituições de educação superior participantes do programa são obrigadas a oferecer, de acordo com a Lei nº 11.096/05, que instituiu o Prouni. Fora as obrigatórias, ainda há as adicionais, que cada instituição decide como vai utilizar.

As inscrições dos alunos que desejam concorrer às bolsas do segundo semestre serão feitas em etapa única. Os estudantes poderão fazer opção de até três cursos e instituições. A relação dos candidatos pré-selecionados na primeira chamada será divulgada no dia 21. Esses estudantes deverão comprovar suas informações junto às instituições de ensino de 22 de junho a 2 de julho. Acabada essa fase, poderá haver mais cinco chamadas, caso ainda haja bolsas a serem ocupadas.

O Prouni concede bolsas de estudo integrais e parciais em instituições não gratuitas de ensino superior. O programa realiza dois processos seletivos por ano: um para os candidatos às bolsas com ingresso no primeiro semestre, e outro para candidatos com ingresso no segundo semestre. Desde o início do programa, em 2005, mais de 690 mil estudantes já ingressaram no ensino superior com bolsas do ProUni.

Mais informações sobre o Prouni para o segundo semestre deste ano serão divulgadas nos próximos dias, a partir de um edital, inclusive o número de bolsas integrais e parciais.

Fonte: Site do Prouni

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Inscrições para o Enem 2010 começam dia 21 de junho

Atenção Acadêmicos!

Se você deseja disputar uma das bolsas do Programa Universidade para Todos (ProUni) ou solicitar Financiamento Estudantil (Fies), essa é a hora de você realizar o Enem. Lembramos que a partir de 2011, só estudantes que tiverem participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) poderão pedir o Fies.


O período de inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2010 será de 21 de junho a 9 de julho, exclusivamente pela internet. As informações foram divulgadas hoje, 9 de junho, pelo presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Joaquim José Soares Neto. Ele confirmou que as provas serão aplicadas nos dias 6 e 7 de novembro.

O exame continuará com 180 questões de múltipla escolha e uma redação. A novidade para a edição deste ano é a inclusão de língua estrangeira. No momento da inscrição, o aluno deverá escolher entre o inglês e o espanhol.

No primeiro dia do Enem (sábado, 6 de novembro), as provas serão de ciências da natureza e humanas, cada uma com 45 questões. No domingo, 7 de novembro, os candidatos serão avaliados em matemática e linguagens, cada uma com 45 questões, e também terão de fazer uma redação. No primeiro dia, o exame começará às 13h e acabará às 17h30min. No segundo, os estudantes terão uma hora a mais e a prova terminará às 18h30min.

Será cobrada a mesma taxa de inscrição das edições passadas, R$35,00. Os alunos de escolas públicas são isentos. Como nos anos anteriores, as provas também serão aplicadas nos presídios, em datas diferentes. Os detalhes serão publicados em uma portaria na próxima semana.

Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 2 de junho de 2010

País terá de construir 25 bibliotecas por dia para cumprir lei


Municípios e estados terão muito trabalho para cumprir a lei sancionada na semana passada, a qual determina às escolas terem uma biblioteca. O maior desafio está nos estabelecimentos do ensino fundamental: será necessário construir 25 bibliotecas por dia até 2020, prazo limite para adequação à medida.

O diagnóstico é de um estudo realizado pelo movimento Todos pela Educação, com base em dados do Censo da Educação Básica de 2008. “Essa dificuldade é decorrente da falta de visão do Brasil sobre a importância da biblioteca. No mundo todo as bibliotecas são doadas por mantenedores que têm uma alegria imensa de poder doar um acervo”, compara Luis Norberto, do Comitê Gestor do Todos pela Educação.

O déficit de bibliotecas no ensino fundamental é de 93 mil. Desse total, 89,7 mil são escolas públicas e 3,9 mil, estabelecimentos privados de ensino. Na educação infantil, apenas 30% dos colégios têm acervo e será necessário criar 21 bibliotecas por dia para cumprir o que determina a nova lei. A melhor situação é a do ensino médio, etapa em que o número de escolas sem biblioteca é de 3.471.

A legislação estabelece que as bibliotecas devem ser administradas por especialistas da área – os bibliotecários. Mas, segundo levantamento da entidade, hoje há um total de 21,6 mil profissionais habilitados, enquanto o país conta com aproximadamente 200 mil escolas de educação básica.

Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Lei obriga escolas públicas e privadas a ter biblioteca

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